Em cinco anos, Corel quer mais da metade da receita no Brasil vinda de assinaturas
23/05/2014

Fabricante acredita em transição gradual do modelo de distribuição de software tradicional para softwares como serviço - e começa estratégia com contrato exclusivo com a Brasoftware para o CorelDrawX7

A Brasoftware e a Corel fecharam uma parceria para distribuição exclusiva da nova versão do CorelDrawX7, disponível em modelo de assinatura e distribuído por meio de download, disponível desde o fim de abril. A iniciativa acontece em momento de transição do modelo de contratação de sistemas da indústria criativa – e vai de encontro com a estratégia de transição em médio e longo prazo da Corel, que em cinco anos visa obter mais da metade de sua receita por meio desse modelo em nuvem.
 
“Em 3 anos, esperamos que o modelo de assinaturas responda por 40% do total vendido no Brasil. Em 5 anos, mais de 50%”, esclarece o gerente de canais da Corel no Brasil, Flavio Tedesco. O executivo divide o comando da companhia com Fernando Soares, à frente das áreas de produtos e marketing, desde a saída do country manager Pedro Fortes em fevereiro para a Adobe Brasil
 
Tedesco esclarece que a estrutura gerencial da Corel deve permanecer inalterada, na qual ele e Soares se reportam diretamente à América Latina.
 
Transição Gradual
 
Ao contrário de sua principal competidora, a Corel acredita que o modelo de distribuição via assinaturas não irá substituir por completo em curto prazo as licenças tradicionais. 
 
“Até por isso oferecemos a assinatura como algo a mais, em complemento aos nossos programas tradicionais. A vantagem é a agilidade que o usuário tem de realizar o pagamento no próprio site da Brasoftware e já realizar o download, e o custo. Mas as vendas de licença continuam inalteradas”, expõe. A distribuidora trabalha com produtos da Corel desde 1995, antes mesmo da chegada da companhia no Brasil, três anos depois. 
 
Ele diz que alguns clientes, como contas de governo, ainda não estão completamente preparados para o modelo de assinaturas e ainda levarão um tempo para alocar verbas e esforços na nova dinâmica. “A gente entende que está havendo uma ruptura no mercado, o paradigma está sendo quebrado. Mas a gente não está promovendo ruptura de tudo que era o modelo anterior. É mais uma opção dentro das opções anteriores por enquanto”, finaliza.